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Jornal Bom Dia

Quando ainda era criança, a má influência do tio o levou a entrar no mundo das drogas. O parente o incentivou a consumir crack e cocaína. Teve dois filhos, mas a dependência química o afastou da mulher e da convivência com as crianças. Mais agressivo, começou a pedir dinheiro na rua para sustentar o vício, até que agentes de saúde o abordaram  e o convidaram a frequentar um programa de tratamento que inclui trabalhos artesanais e diálogos em grupo – o Espaço Drop In da ONG Pode Crer.

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G1/Tv Tem

O Cread (Centro de Referência em Educação na Atenção ao Usuário de Drogas) da região de Sorocaba (SP) inscreve até o dia 7 de abril os interessados para quatro cursos. Todos são gratuitos e direcionados a médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e todos os demais profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) e de Assistência Social (SUAS), em relação à atenção aos que fazem uso indevido de drogas.

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Jornal Cruzeiro do Sul

A partir de hoje (11) uma perua kombi percorrerá dez bairros da cidade levando uma equipe multiprofissional que trabalhará no atendimento de jovens usuários de drogas. Parte do programa de combate ao uso de drogas “Entre Nós”, este é o Consultório de Rua (CR). No consultório móvel os atendimentos abrangerão as questões educativa e preventiva. Haverá entrega de material explicativo sobre drogas e seus efeitos e, quando for o caso, os atendidos serão encaminhados para outros serviços como o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) ou até mesmo para a internação em clínicas especializadas. Nesta primeira etapa do programa serão percorridos dez bairros da cidade. A previsão é que sejam atendidas cerca de 500 jovens.

A política municipal foi baseada na proposta de tratamento comunitário e busca divulgar para a sociedade as redes e serviços existentes no município, além de criar uma interação entre elas, informa a secretária da Juventude Edith Maria Di Giorgi. De acordo com a secretária, além do consultório de rua, o “Entre Nós” contará ainda com uma tenda, que será um espaço em que, tanto o usuário como seus familiares e a própria comunidade, poderão conversar com os profissionais. “É quase uma análise. A ideia é que um profissional vá escutando e a pessoa, falando, vá organizando seus pensamentos, sentimentos e as ações, em consequência”, pondera Edith.

A ação de educadores comunitários e de redutores de danos complementam o programa. “Os redutores de danos trabalham mais especificamente com os usuários de drogas”, explicou a secretária. Os profissionais envolvidos no projeto são psicólogos, terapeutas e educadores. No caso dos redutores de danos, o trabalho será para levar informação aos usuários para que os prejuízos por conta do uso da droga sejam diminuídos.

Locais problemáticos

Na segunda-feira, primeiro dia do programa, o consultório de rua, as equipes de redução de danos e os educadores sociais visitarão os bairros Vila Sabiá e o Centro Esportivo de Brigadeiro Tobias. No primeiro local os atendimentos serão na praça principal do bairro das 15h às 17h30. Em Brigadeiro Tobias a ação será das 18h às 20h30.

“Nessas primeiras quatro semanas vamos fazer dois bairros por dia para dar os dez bairros. Agora vamos fazer uma atuação intensiva até para apresentar o programa”, comenta a secretária. Os locais beneficiados serão: Ana Paula Eleutério, Vila Helena, Nova Esperança/Vila Barão, Vila Formosa, Cajuru, Vitória Régia, Aparecidinha, Vila Sabiá, Brigadeiro Tobias e Jardim Ipiranga.

O Programa “Entre Nós” faz parte da Política Municipal Sobre Drogas. Neste ano serão dez bairros atendidos. A escolha dos locais foi feita tendo como base informações sobre ocorrências de tráfico e apreensão de usuários de entorpecentes. A proposta é atender e acompanhar pelo menos 50 jovens em cada bairro. Assim, pelo menos 500 pessoas devem ser acompanhadas por meio do programa.

Três equipes

O programa municipal conta com três equipes para o desenvolvimento dos trabalhos. A equipe volante circula entre as comunidades e tem como função escutar e diagnosticar; os membros da equipe local são atores e membros da comunidade e, por último, a equipe de apoio será formada por instituições que atuam no município, como: comunidades terapêuticas, Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (Caps AD), ambulatórios, Centro de Orientação e Aconselhamento de Sorocaba (Coas), Centros de Referência em Educação na Atenção ao Usuário de Drogas (Cread), entre outros.

Depois deste mês de início, afirma a secretária, de segunda a sexta-feira, uma vez por semana, cada bairro vai receber o Consultório de Rua, a equipe da redução de danos, educadores comunitários ou um profissional da escuta e a terapia comunitária. “Com tudo isso, cada comunidade terá atividades diárias do programa por, no mínimo, três horas. Um dia eles terão o consultório de rua, no outro, a terapia comunitária. Com essas estratégias faremos um atendimento ampliado”, destaca Edith.

Os educadores comunitários atuarão na mobilização e participação dos recursos da comunidade. O profissional da escuta atuará duas vezes por semana numa tenda montada, com psicólogo e assistente social para ouvir as pessoas do bairro. O grupo de redutores desenvolverá atividades de acolhida e informação a usuários de drogas. A Terapia Comunitária é caracterizada por um espaço de convivência social, onde as vivências terapêuticas são baseadas em partilhar emoções.

O Consultório de Rua (CR) vai percorrer com uma unidade móvel, disponibilizada pela Secretaria da Saúde (SES) os dez bairros durante toda semana, levando equipes multiprofissionais. São assistente social, psicólogo, médico, educador social, redutor de danos, que oferecerão aos usuários de drogas os cuidados básicos e as orientações sobre tratamentos, além de tentar buscar a adesão deles ao tratamento no sistema de saúde.

Jornal Cruzeiro do Sul

Sorocaba inicia a partir de julho uma ação inédita no combate e prevenção às drogas. O programa Entre Nós, lançado oficialmente ontem pela Prefeitura, como parte da Política Municipal Sobre Drogas, tem como desafio promover o atendimento e encaminhamento de pelo menos 500 usuários e dependentes de drogas de dez bairros da periferia da cidade. A estratégia é levar até essas comunidades equipes volantes que ficarão responsáveis pelo acolhimento, orientação e tratamento de jovens ou adultos que estejam em situação de vulnerabilidade social.

Inicialmente, os bairros atendidos serão o Ana Paula Eleutério, Vila Helena, Nova Esperança/Vila Barão, Vila Formosa, Cajuru, Vitória Régia, Aparecidinha, Vila Sabiá/João Romão, Brigadeiro Tobias e Ipiranga. A secretária da Juventude, Edith Di Giorgi, que ficará responsável pelo gerenciamento do programa, diz que as ações serão realizadas por três frentes de trabalho. A primeira ficará a cargo das equipes volantes que percorrerão as comunidade com o consultório de rua e tendas que serão instaladas nos bairros para a realização de atendimento psicológico, social e educacional dos moradores sobre os riscos do consumo de drogas, tratamentos e orientação sobre programas de apoio.

Juntamente com essas equipes, o programa contará com a atuação dos chamados redutores de danos, que ficarão responsáveis pela abordagem direta com os usuários de drogas para promover a sua reabilitação. Edith afirma que esse trabalho será desenvolvido a partir de uma parceria com ONGs (Organizações Não Governamentais), como a Lua Nova e Podes Crer, que já têm vínculo com as comunidade e poderão ter um acesso mais fácil com esses grupos de risco. Segundo ela, alguns integrantes da equipe são, inclusive, ex-usuários de drogas, que já vivenciaram essa condição e poderão ser um facilitador para a identificação dos potenciais usuários.

Como apoio às equipes volantes, o programa vai contar com o atendimento oferecido pelas unidades de saúde já estabelecidas no município, como Cras (Centro de Referência de Assistência Social), Coas (Centro de Orientação e Apoio Sorológico) e Centros de Saúde, além da Acat (Casa de Acolhimento Terapêutico), onde os usuários poderão permanecer enquanto estiverem em tratamento. Para a realização do programa, a Prefeitura firmou parceria com o Ministério da Saúde e Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), para o repasse de recursos.

De acordo com a secretária, para o financiamento do Consultório de Rua a Prefeitura vai receber o equivalente a R$ 150 mil por ano do Governo Federal, além de R$ 460 mil para implantação da Acat. Está prevista também uma parceria com a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) para a criação do Centro de Referência e Educação contra o Alcoolismo e Drogas que atuará na capacitação dos profissionais que fazem parte do programa. Para a implantação desta unidade, a Senad destinará uma verba de R$ 300 mil ao ano para o município.

Edith enfatizou que embora o programa seja coordenado pela Secretaria de Juventude, ele envolverá todas as secretarias que atuação em conjunto, garantindo uma articulação da rede de serviços já existentes no município. “A droga é uma questão social que deve abranger todos os setores da sociedade para atuarem em conjunto no desenvolvimento de novas oportunidades para quem está inserido neste vício”, afirma.

O prefeito Vitor Lippi reconheceu, durante a solenidade de lançamento do programa, que a segurança ainda é uma questão de preocupação em relação ao futuro da cidade, o que é intensificado com a expansão do consumo drogas e da violência. “Ao pensar em uma nova política de prevenção às drogas, nós agimos para combater esse avanço, desenvolvendo novas estratégias que garantam a sua inserção na sociedade”, destacou.

Ação histórica

A diretora de Articulação e Coordenação de Políticas sobre Drogas da Senad, Carla Dal Bosco, destacou que o programa Entre Nós é um marco histórico no país em relação ao combate às drogas, destacando-se como uma das propostas mais avançadas dentro deste tema. “Normalmente a questão da droga é abordada apenas dentro um viés, que é o de repressão ao tráfico. Mas a nossa preocupação não tem ser com a substância, mas sim com o sujeito que está atrás dessa substância”, disse.

A consultora técnica do Ministério da Saúde, Adriana Caldeira, citou que o consumo de drogas no Brasil teve aumento de 500% no período de 2005 a 2009, o que torna urgente a adoção de medidas de combate a essa expansão, especialmente no grandes centros, como Sorocaba. “As ações intersetoriais são fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas que proporcionem principalmente aos jovens outras oportunidades que substituam a procura pelo prazer imediato, que oferecido pelas drogas”, afirma.