A primeira noite do V Curso de Agentes Multiplicadores de Sorocaba não poderia começar melhor. O convidado de honra para abertura, o Coordenador Estadual de Políticas Públicas Sobre Drogas, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, Dr. Laco, falou sobre prevenção às drogas no ambiente de trabalho. “É muito mais barato prevenir e tratar dependente químico no ambiente de trabalho do que simplesmente repor”, disse, enumerando exemplos dos Estados Unidos e outros países desenvolvidos pelo mundo.

Dr. Laco apresentou levantamento que mostra que, somadas, drogas e álcool são as maiores preocupações das comunidades no Estado de São Paulo. “Na abordagem sobre drogas, não podemos esquecer o álcool, que é apesar de lícita, é a droga que mais preocupa aos profissionais da área da saúde, porque ela é a mais acessível, é democrática”, disse.

Ao longo de sua palestra, Dr. Laco deu exemplo de como a abordagem sobre drogas pode ser feita no ambiente de trabalho e classificou como um ato muito importante, desde que feito de maneira responsável. “Empresas multinacionais economizam milhares de dólares anualmente investindo em ações de prevenção e tratamento”, enfatizou.

Palestra de abertura

O V curso de Agentes Multiplicadores foi aberto oficialmente com uma palestra da professora e coordenadora do curso de Pós-Graduação em Dependência Química do Centro Sul Brasileiro de Pós-Graduação (CENSUPEG), Patrícia Nogueira. A profissional falou dos caminhos que levam as pessoas até o crack e o quanto é importante tratar o assunto drogas de maneira responsável. Para ela, subestima-se muito, inclusive nos meios de comunicação, os perigos da maconha. “Dizem que é uma erva inofensiva. A papoula também é uma erva e é dela que se faz a heroína”, justificou.

O V Agentes Multiplicadores é realizado no Centro Arquidiocesano de Sorocaba, em parceria entre o Conselho Municipal sobre Drogas de Sorocaba (COMAD), a Clínica Terapêutica Viva e o Censupeg. Representantes das instituições parceiras falaram do sucesso do evento, que cresce a cada ano. “Tenho a honra de poder estar aqui, apoiando este evento que contribui para a conscientização das pessoas no que diz respeito às drogas”, disse o presidente da Clínica Viva, Inácio Marchette, que foi o primeiro presidente do COMAD. “Vocês não devem parabenizar a gente que está aqui em cima, mas sim quem merece os aplausos são vocês”, disse a organizadora do evento, Dra. Maria Clara Suarez, psiquiatra, coordenadora de saúde mental de Sorocaba e atual presidente do COMAD, referindo-se ao público de quase 300 pessoas presentes no auditório.

O mais abrangente curso de prevenção às drogas de Sorocaba e Região chega a sua quinta edição. Com o tema “A Rede de atenção a serviço de todos”, o V Curso de Agentes Multiplicadores deve reunir, de 24 a 28 de setembro, mais de 200 pessoas que atuam ou pretendem atuar na rede de atenção à dependência química. Mas as vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas até esta quarta-feira, no Centro Sul Brasileiro de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação (CENSUPEG).

Os agentes multiplicadores foram criados para capacitar profissionais, sobretudo que atuem em segmentos que possam detectar, com antecedência, situações envolvendo uso de drogas, principalmente em famílias em situação de vulnerabilidade social.

Entre os temas destaques da edição 2012 dos Agentes Muliplicadores, estão Prevenção no Ambiente de Trabalho, Políticas Públicas sobre Drogas, Serviços de Tratamento e Mulher e Dependência Química.

O V curso de Agentes Multiplicadores, que é promovido pelo Conselho Municipal sobre Drogas (COMAD) em parceria com a Clínica Terapêutica Viva e o CENSUPEG, será realizado em auditório na Avenida Dr. Eugênio Salerno, 60 – Cerrado, Sorocaba/SP.

Informações

Para se inscrever, é necessário doar 1kg de alimento não perecível (exceto açúcar e sal)

Pré- inscrições pelo telefone: 3233-7775 ou 7836-7610 até 12 de setembro

Confirmação das inscrições (preenchimento da ficha + doação do alimento) – Rua Conego Januário Barbosa, 171 – Jd. Vergueiro – Sorocaba/SP – de 4 a 12 de setembro

 

Programação Completa

DIA        HORA   PALESTRANTE – TEMA

24           -19         Abertura – “Agentes Multiplicadores – A Rede de Atenção a Serviço de Todos”

24           -20         Dra. Patrícia Cardoso Campos Nogueira (CENSUPEG) – Uso, Abuso e Dependência.

24           -21         Dr. Luiz Alberto Chaves de Oliveira – Prevenção no Ambiente de Trabalho

25           -19         Dr. Mario Sérgio Sobrinho – Justiça Terapêutica

25           -21         Dr. Daniel Cruz Cordeiro – Serviços de Tratamento

26           -19         Dra. Maria Clara Schnaidman Suarez – Drogas

26           -21         Maria Eugênia Lara Silva – Mulheres, Dependência Química e os 12 Passos.

27           -19         Dra. Alessandra Diehl – Comorbidades na Dependência Química

27           -21         Dra. Claudia de Oliveira Soares – Co-dependência

28           -19         Dra. Rosângela Elias– Políticas Públicas sobre Drogas

28           21           Prof. Luca Santoro Gomes– Mitos e Preconceitos na Dependência Química

A Unidade de Dependência de Drogas (UDED) do Departamento de Psicobiologia da Unifesp recruta dependentes de cocaína ou crack do sexo masculino e com idade entre 18 e 50 anos, para avaliar a eficácia do medicamento biperideno na diminuição da compulsão em usuários de cocaína/crack.

Os interessados não podem fazer uso de medicamentos psicoativos e nem apresentar transtornos psiquiátricos e dependência de outras drogas (exceto tabaco).

Inscrições:  (11) 5549-2500, das 7h às 19h.

O Estado de São Paulo

Após finalizar inquérito sobre a ação da Polícia Militar na cracolândia, o Ministério Público entrou ontem, terça-feira, com ação civil pedindo à Justiça que o governo do Estado pague indenização de R$ 40 milhões por danos morais coletivos. Também foi pedida uma liminar que proíba que os policiais realizem as “procissões do crack”, termo criado pelo Estado para definir a dispersão permanente dos usuários, sob pena de multa R$ 100 mil.

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Jornal Metrô News

Considerada violenta por 14,2% dos moradores de rua da Capital, que disseram ter sido agredidos e ineficiente, já que não teria mudado a vida de 72% das pessoas em situação de rua, segundo pesquisa da Secretaria da Assistência Social, divulgada pelo ‘O Estado de São Paulo’ a Operação Centro Legal fez cinco meses.

Além das reclamações de migração de viciados para bairros, como Higienópolis, Glicério ou até Jabaquara, como o Metrô News publicou em março, a presença de mais de 300 policiais parece não ter mudado a situação na Nova Luz.

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Jornal Bom Dia

Quando ainda era criança, a má influência do tio o levou a entrar no mundo das drogas. O parente o incentivou a consumir crack e cocaína. Teve dois filhos, mas a dependência química o afastou da mulher e da convivência com as crianças. Mais agressivo, começou a pedir dinheiro na rua para sustentar o vício, até que agentes de saúde o abordaram  e o convidaram a frequentar um programa de tratamento que inclui trabalhos artesanais e diálogos em grupo – o Espaço Drop In da ONG Pode Crer.

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The Wall Street Journal

“Para qualquer problema complexo”, escreveu H.L. Mencken, “sempre há uma resposta clara, simples e errada”.

Isso é especialmente verdade a respeito do abuso e dependência de drogas. De fato, o problema é tão complexo que gerou não apenas uma, mas duas soluções claras, simples e erradas: a “guerra contra as drogas” (proibição, mais repressão maciça e indiferenciada) e as propostas de legalização generalizada das drogas.

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Gazeta de Alagoas

Uma questão que não deve ser esquecida é o problema do uso abusivo de esteroides anabolizantes por adolescentes. Estudos norte-americanos mostram que a média de idade do início do uso é de 14 anos, mas há relatos de antes de 10 anos. A utilização de anabolizantes é mais provável de ocorrer entre atletas que recebem patrocínios. Há também um número razoável de adolescentes que usam anabolizantes e que não participam de competições, mas estão envolvidos em musculação e levantamento de peso, em uma tentativa de melhorar a aparência como consequência de insatisfação com a própria imagem corporal.

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Revista Veja

Pesquisa pode levar ao desenvolvimento de novas técnicas para tratar a dependência em cocaína e crack.

O uso repetido de cocaína diminui a quantidade de uma proteína necessária para o funcionamento normal do cérebro humano. O efeito atinge diretamente o centro de recompensa do cérebro, o que pode explicar por que a droga vicia tanto. Esse é o resultado de uma pesquisa feita com ratos no Centro Médico Monte Sinai, em Nova York. Segundo os cientistas, suas descobertas podem levar ao desenvolvimento de novas técnicas para tratar o vício em cocaína e crack. O estudo foi publicado neste domingo na revista Nature Neuroscience.

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UOL

Publicado no periódico The British Journal of Clinical Pharmacology, o novo estudo observou mais de 13 mil gestantes, das quais 1.200 tinham hipertensão induzida pela gravidez, sem histórico de hipertensão anterior à gestação. Os pesquisadores descobriram que o risco de ter pressão arterial alta era 53% maior nas mulheres que estavam tomando algum tipo de antidepressivo.

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